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Emergências vasculares e visuais

Suspeita de comprometimento vascular, alteração visual ou sintomas semelhantes a AVC após injeção é emergência sensível ao tempo. Interrompa a injeção, ative o fluxo e providencie transferência especializada imediata. Medidas no consultório não devem atrasar a avaliação.

Esta página apoia reconhecimento e preparo; não substitui treinamento, protocolo local nem serviços oftalmológicos, neurológicos e emergenciais.

DomínioAchados preocupantes
Perfusão cutâneaBranqueamento, padrão livedoide/reticulado, cor escura, enchimento capilar lento, dor ou alteração sensorial progressiva
VisãoTurvação súbita, perda de campo ou visão parcial/completa
Ocular/periocularDor ocular, diplopia, ptose, movimento ocular anormal
NeurológicoFraqueza súbita, fala alterada, confusão, cefaleia intensa, náuseas/vômitos, déficit focal
TempoImediato é típico, mas achados cutâneos evolutivos ou tardios também exigem urgência

A ausência de um sinal clássico não exclui comprometimento. Alteração visual pode ocorrer sem mudança cutânea prévia.

  1. Pare e anote a hora exata.
  2. Acione emergência para transferência imediata diante de envolvimento visual ou neurológico.
  3. Mantenha o paciente acompanhado e monitorado dentro da competência.
  4. Comunique suspeita de evento vascular iatrogênico ao serviço receptor.
  5. Não permita que manobras no consultório atrasem a transferência.

Consenso multidisciplinar britânico recomenda transferência imediata ao pronto-socorro mais próximo e conhecimento prévio do destino (consenso 🔗). Outra revisão enfatiza transferência urgente a centro com avaliação oftalmológica e neurológica (revisão 🔗).

Envie identificação, histórico, alergias e medicamentos; produto, material, apresentação, lote e validade; diluente, adições e preparo; hora, local, lado, plano, dispositivo e quantidade; primeiro sintoma, início e progressão; ações e resposta; e informação de segurança disponível.

Use documentação e acompanhamento para disponibilizar os campos antecipadamente.

Protocolos de hialuronidase se dirigem ao AH. Não dissolvem PLLA, PDLLA, CaHA ou PCL; em híbridos, afetar AH não remove as partículas.

Nenhuma intervenção universal no consultório demonstrou reverter de forma confiável perda visual induzida por preenchedor. A evidência é sobretudo de casos e consensos; por isso a transferência rápida prevalece.

A FDA identifica injeção intravascular não intencional como o risco mais preocupante e lista necrose, alterações visuais, cegueira e AVC (FDA 🔗).

A clínica deve definir e ensaiar responsabilidades; rotas de emergência, AVC e oftalmologia; comunicação; kit e protocolo autorizados localmente; contato fora do horário; e documentação, comunicação ao paciente, seguimento e notificação pós-evento.

Preparo é um sistema da clínica, não improvisação após o início dos sintomas.